O desejo que move os poetas não é ensinar, esclarecer, interpretar. O desejo que move os poetas é fazer soar de novo a melodia esquecida.
Rubem Alves

domingo, 22 de abril de 2018

ERROS DE PORTUGUÊS COMUNS NO DIA A DIA


1- ANEXO / ANEXA

Errado: Seguem anexo os documentos solicitados.
Certo: Seguem anexos os documentos solicitados.
Por quê? Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere.  Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

2- “EM VEZ DE” / “AO INVÉS DE”

Errado: Ao invés de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.
Certo:
 Em vez de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.
Por quê? Em vez de é usado como substituição. Ao invés de é usado como oposição. Ex: Subimos, ao invés de descer.

3- “ESQUECER” / “ESQUECER-SE DE”

Errado: Eu esqueci da reunião.
Certo: 
Há duas formas: Eu me esqueci da reunião. ou Eu esqueci a reunião.
Por quê?
 O verbo esquecer só é usado com a preposição de (de – da – do) quando vier acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos).

4-“FAZ” / “FAZEM”

Errado: Fazem dois meses que trabalho nesta empresa.
Certo:
 Faz dois meses que trabalho nesta empresa.
Por quê? 
No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Em outros sentidos, concorda com o sujeito. Ex: Eles fizeram um bom trabalho.

5- “AO ENCONTRO DE" / “DE ENCONTRO A”

Errado: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio de encontro ao que desejavam.
Certo: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio ao encontro do que desejavam.
Por quê? “Ao encontro de” dá ideia de harmonia e “De encontro a” dá ideia de oposição. No exemplo acima, os diretores só podem ficar satisfeitos se a atitude vier ao encontro do que desejam.

6- A PAR / AO PAR

Errado: Ele já está ao par do ocorrido.
Certo: Ele já está a par do ocorrido.
Por quê? No sentido de estar ciente, o correto é “a par”. Use “ao par” somente para equivalência cambial. Ex: “Há muito tempo, o dólar e o real estiveram quase ao par.”

7- “QUITE” / “QUITES”

Errado: O contribuinte está quites com a Receita Federal.
Certo:
 O contribuinte está quite com a Receita Federal.
Por quê? 
“Quite” deve concordar com o substantivo a que se refere.

8- “MEDIA” / “MEDEIA”

Errado: Ele sempre media os debates.
Certo: 
Ele sempre medeia os debates.
Por quê? 
Há quatro verbos irregulares com final –iar: mediar, ansiar, incendiar e odiar. Todos se conjugam como “odiar”: medeio, anseio, incendeio e odeio.

9- “ATRAVÉS” / “POR MEIO”

Errado: Os senadores sugerem que, através de lei complementar, os convênios sejam firmados com os estados.
Certo: 
Os senadores sugerem que, por meio de lei complementar, os convênios sejam firmados com os estados.
Por quê?
 Por meio significa “por intermédio”. Através de, por outro lado, expressa a ideia de atravessar. Ex: Olhava através da janela.

10- “AO MEU VER” / “A MEU VER”

Errado: Ao meu ver, o evento foi um sucesso.
Certo: 
A meu ver, o evento foi um sucesso.
Por quê?
 “Ao meu ver” não existe.

11- “A PRINCÍPIO” / “EM PRINCÍPIO” 

Errado: Achamos, em princípio, que ele estava falando a verdade. 
Certo: 
Achamos, a princípio, que ele estava falando a verdade. 
Por quê? 
A princípio equivale a “no início”. Em princípio significa “em tese”. Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.

12- “SENÃO” / “SE NÃO”

Errado: Nada fazia se não reclamar.
Certo: 
Nada fazia senão reclamar.
Por quê?
 Senão significa “a não ser”, “caso contrário”. Se não é usado nas orações subordinadas condicionais. Ex: Se não chover, poderemos sair.

13- “ONDE” / “AONDE”

Errado: Aonde coloquei minhas chaves?
Certo: 
Onde coloquei minhas chaves?
Por quê? 
Onde se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. Indica permanência. Aonde se refere ao lugar para onde alguém ou alguma coisa vai. Indica movimento. Ex: Ainda não sabemos aonde iremos.

14- “VISAR” / “VISAR A”

Errado: Ele visava o cargo de gerente.
Certo: 
Ele visava ao cargo de gerente.
Por quê? 
O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição a.  Obs: Quando anteceder um verbo, dispensa-se a preposição “a”. Ex: Elas visavam viajar para o exterior.

15- "A" / "HÁ"

Errado: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Certo: 
Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
Por quê?
 Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. Exs: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.

16- “ACEITA-SE” / “ACEITAM-SE”

Errado: Aceita-se encomendas para festas.
Certo: 
Aceitam-se encomendas para festas.
Por quê? 
A presença da partícula apassivadora “se” exige que o verbo transitivo direto concorde com o sujeito.

17- “PRECISA-SE” / “PRECISAM-SE”

Errado: Precisam-se de estagiários.
Certo: 
Precisa-se de estagiários.
Por quê?
 Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular.

18- “HÁ DOIS ANOS” / “HÁ DOIS ANOS ATRÁS”

Errado: Há dois anos atrás, iniciei meu mestrado.
Certo: 
Há duas formas corretas: “Há dois anos, iniciei meu mestrado” ou “Dois anos atrás, iniciei meu mestrado.”
Por quê? 
É redundante dizer “Há dois anos atrás”.

19- “IMPLICAR” / “IMPLICAR COM” / “IMPLICAR EM”

Errado: O acidente implicou em várias vítimas.
Certo: O acidente implicou várias vítimas.
Por quê?
 No sentido de acarretar, o verbo implicar não admite preposição. No sentido de ter implicância, a preposição exigida é com. Quando se refere a comprometimento, deve-se usar a preposição em. Exs: Ele sempre implicava com os filhos. Ela implicou-se nos estudos e passou no concurso.

20- “RETIFICAR” / “RATIFICAR”

Errado: Estávamos corretos. Os fatos retificaram nossas previsões.
Certo: 
Estávamos corretos. Os fatos ratificaram nossas previsões.
Por quê?
 Ratificar significa confirmar, comprovar. Retificar refere-se ao ato de corrigir, emendar. Ex: Vou retificar os dados da empresa.

21- “SOMOS” / “SOMOS EM”

Errado: Somos em cinco auditores na empresa.
Certo: 
Somos cinco auditores na empresa.
Por quê?
 Não se deve empregar a preposição “em” nessa expressão.

22- “ENTRE EU E VOCÊ” / “ENTRE MIM E VOCÊ”

Errado: Não há nada entre eu e você, só amizade.
Certo: 
Não há nada entre mim e você, só amizade.
Por quê? 
Eu é pronome pessoal do caso reto e só pode ser usado na função de sujeito, ou seja, antes de um verbo no infinitivo, como no caso: “Não há nada entre eu pagar e você usufruir também.”

23- “A FIM” / “AFIM”

Errado: Nós viemos afim de discutir o projeto. 
Certo: 
Nós viemos a fim de discutir o projeto. 
Por quê? 
A locução a fim de indica ideia de finalidade. Afim é um adjetivo e significa semelhança. Ex: Eles têm ideias afins.

24- “DESPERCEBIDO” / “DESAPERCEBIDO”

Errado: As mudanças passaram desapercebidas.
Certo:
 As mudanças passaram despercebidas.
Por quê?
 Despercebido significa sem atenção. Desapercebido significa desprovido, desprevenido. Ex: Ele estava totalmente desapercebido de dinheiro.

25- “TEM” / “TÊM”

Errado: Eles tem feito o que podem nesta empresa.
Certo: 
Eles têm feito o que podem nesta empresa.
Por quê?
 Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo. Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural. 

26- “CHEGAR EM” / “CHEGAR A”

Errado: Os atletas chegaram em Curitiba na noite passada.
Certo: Os atletas chegaram a Curitiba na noite passada.
Por quê? Verbos de movimento exigem a preposição “a”.

27- “PREFIRO... DO QUE” / “PREFIRO... A”

Errado: Prefiro carne branca do que carne vermelha.
Certo: 
Prefiro carne branca a carne vermelha.
Por quê?
 A regência do verbo preferir é a seguinte: “Preferir algo a alguma outra coisa.”

28- “DE MAIS” / “DEMAIS”

Errado: Você trabalha de mais!
Certo: 
Você trabalha demais!
Por quê?
 Demais significa excessivamente; também pode significar “os outros”. De mais opõe-se a “de menos”. Ex: Alguns possuem regalias de mais; outros de menos.

29- “FIM DE SEMANA” / “FINAL DE SEMANA”

Errado: Bom final de semana!
Certo: 
Bom fim de semana!
Por quê?
 Fim é o contrário de início. Final é o contrário de inicial. Portanto: fim de semana; fim de jogo; parte final.

30- “EXISTE” / “EXISTEM”

Errado: Existe muitos problemas nesta empresa.
Certo: 
Existem muitos problemas nesta empresa.
Por quê? O verbo existir admite plural, diferentemente do verbo haver, que é impessoal.

31- “ASSISTIR O” / “ASSISTIR AO”

Errado: Ele assistiu o filme “A teoria do nada”.
Certo: Ele assistiu ao filme “A teoria do nada”.
Por quê? O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição “a”.

32- “RESPONDER O” / “RESPONDE AO”

Errado: Ele não respondeu o meu e-mail.
Certo: Ele não respondeu ao meu e-mail.
Por quê? A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta a alguém, é sempre indireta, ou seja, exige a preposição “a”.

33- “TÃO POUCO” / “TAMPOUCO”

Errado: Não compareceu ao trabalho, tão pouco justificou sua ausência.
Certo: Não compareceu ao trabalho, tampouco justificou sua ausência.
Por quê? Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”. Tão pouco corresponde a “muito pouco”. Ex: Trabalhamos muito e ganhamos tão pouco”.

34- “A NÍVEL DE” / “EM NÍVEL DE”

Errado: A pesquisa será realizada a nível de direção.
Certo:
 A pesquisa será realizada em nível de direção.
Por quê? 
A expressão “Em nível de” deve ser usada quando se refere a “âmbito”. O uso de “a nível de” significa “à mesma altura”. Ex: Estava ao nível do mar.

35- “CHEGO” / “CHEGADO”

Errado: O candidato havia chego atrasado para a entrevista.
Certo: 
O candidato havia chegado atrasado para a entrevista.
Por quê?
 Embora alguns verbos tenham dupla forma de particípio (Exs: imprimido/impresso, frito/fritado, acendido/aceso), o único particípio do verbo chegar é chegado. Chego é 1ª pessoa do Presente do Indicativo. Ex: Eu sempre chego cedo.

36- “MEIO” / “MEIA”

Errado: Ela estava meia nervosa na reunião.
Certo:
 Ela estava meio nervosa na reunião.
Por quê? 
No sentido de “um pouco”, a palavra “meio” é invariável. Como numeral, concorda com o substantivo. Ex: Ele comeu meia maçã.

37- “VIAGEM” / “VIAJEM”

Errado: Espero que eles viagem amanhã.
Certo: 
Espero que eles viajem amanhã.
Por quê? Viajem é a flexão do verbo “viajar” no Presente do Subjuntivo e no Imperativo. Viagem é substantivo. Ex: Fiz uma linda viagem.

38- “MAL” / “MAU”

Errado: O jogador estava mau posicionado.
Certo: 
O jogador estava mal posicionado.
Por quê?
 Mal opõe-se a bem. Mau opõe-se a bom. Assim: mal-humorado, mal-intencionado, mal-estar, homem mau.

39- “NA MEDIDA EM QUE” / “À MEDIDA QUE”

Errado: É melhor comprar à vista à medida em os juros estão altos.
Certo: 
É melhor comprar à vista na medida em que os juros estão altos.
Por quê?
 Na medida em que equivale a “porque”. À medida que estabelece relação de proporção. Ex: O nível dos jogos melhora à medida que o time fica entrosado.

40- “PARA MIM” / “PARA EU” FAZER

Errado: Era para mim fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.
Certo: 
Era para eu fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.
Por quê? 
“Para eu” deve ser usado quando se referir ao sujeito da frase e for seguido de um verbo no infinitivo.

41- “MAS” / “MAIS” 

Errado: Gostaria de ter viajado, mais tive um imprevisto.
Certo: 
Gostaria de ter viajado, mas tive um imprevisto.
Por quê?
 Mas é conjunção adversativa e significa “porém”. Mais é advérbio de intensidade. Ex: Adicione mais açúcar se quiser.

42- “PERCA” / “PERDA”

Errado: Há muita perca de tempo com banalidades.
Certo: 
Há muita perda de tempo com banalidades.
Por quê? 
Perca é verbo e perda é substantivo. Exs: Não perca as esperanças! Essa perda foi irreparável.

43- “DEU” / “DERAM” TANTAS HORAS

Errado: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.
Certo: 
Deram dez da noite e ele ainda não chegou.
Por quê?
 Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”

44- “TRAZ” / “TRÁS”

Errado: Ele olhou para traz e viu o vulto.
Certo: 
Ele olhou para trás e viu o vulto.
Por quê?
 Trás significa parte posterior. Traz é a conjugação do verbo “trazer” na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo. Ex: Ela sempre traz os relatórios para a gerência.

45- “NAMORAR ALGUÉM” / “NAMORAR COM ALGUÉM”

Errado: Maria namora com Paulo.
Certo: 
Maria namora Paulo.
Por quê? 
A regência do verbo namorar não admite preposição.

46- “OBRIGADO” / “OBRIGADA”

Errado: Muito obrigado! – disse a funcionária.
Certo: 
Muito obrigada! – disse a funcionária.
Por quê? 
Homens devem dizer "obrigado". Mulheres dizem "obrigada". A flexão também ocorre no plural: “Muito obrigadas! – disseram as garotas ao professor.”

47- “MENOS” OU “MENAS”

Errado: Os atendentes fizeram menas tarefas hoje.
Certo: 
Os atendentes fizeram menos tarefas hoje.
Por quê?
 “Menas” não existe. Mesmo referindo-se a palavras femininas, use sempre menos. Ex: Havia menos pessoas naquele departamento.

48- “DESCRIMINAR” / “DISCRIMINAR”

Errado: Os produtos estão descriminados na nota fiscal.
Certo: 
Os produtos estão discriminados na nota fiscal.
Por quê? 
Discriminar significa separar, diferenciar. Descriminar significa absolver, inocentar. Ex: O juiz descriminou o jovem acusado.

49- “ACERCA DE” / “A CERCA DE”

Errado: Estavam discutindo a cerca de política. 
Certo: 
Estavam discutindo acerca de política.
Por quê?
 Acerca de significa “a respeito de”. A cerca de indica aproximação. Ex: Eu trabalho a cerca de 5 km daqui.

50- “MEIO-DIA E MEIO” / “MEIO-DIA E MEIA”

Errado: Nesta empresa, o horário de almoço inicia ao meio-dia e meio.
Certo: 
Nesta empresa, o horário de almoço inicia ao meio-dia e meia.
Por quê? 
O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda em gênero com a palavra hora. 

[fonte: revista Exame.com]

sábado, 15 de outubro de 2016

Uma singela homenagem àqueles que inspiram e continuarão a inspirar....

Ser Professor
(Mônica Clemente)


Ser professor:
Algo que se contradiz,
Algo que te faz feliz. Feliz?

Ser professor:
É não entender os desígnios que a profissão impõe
É não entender o desinteresse que aparece de não sei de onde
É não entender a fraqueza que nem sempre esconde
A desilusão que nem sempre insiste em aparecer.

É ser iludido no dia a dia
É ser confundido pela rebeldia
Ou ser surpreendido todos os dias?

Ser professor:
Ele sabe que seu aluno precisa de atenção
Para o aprendizado de qualquer situação
Seja leitura ou escrita
Seja a lógica da física
Ou o beabá que tudo transforma
Que faz tudo tomar forma

Ele vive momentos de emoção
Com a transformação da infância em vida
Com a transformação da juventude em ação
E a vida adulta chegando querida
Para viver tanta transformação.

Professor:
Guerreiro destemido!
Nesse seu dia tão esquecido
Estará sempre nos eternos corações
De seres humanos que sabem
O verdadeiro valor de ser feliz.


Feliz Dia dos Professores!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

TRABALHO DE LITERATURA

Trabalho de Literatura – 3º ano Ensino Médio – 2016

Profª Mônica

Pesquise as principais informações dos itens abaixo e os mantenha em seu caderno para consulta posterior. Não é necessário ser uma pesquisa longa, apenas os itens mais importantes.

Nota: 1,0 (um) ponto

Data de entrega: 29 e 30 de Setembro.


Escolas Literárias do século XX

1. Pré-Modernismo
Momento histórico ou contexto histórico.
Principais características.
Autores e obras.

2. Vanguarda Europeia
Momento histórico ou contexto histórico.
Movimentos principais seus principais artistas: cubismo
futurismo
dadaísmo
expressionismo
surrealismosmo

3. Modernismo em Portugal
Momento histórico ou contexto histórico.
Principais características
Autores e obras
Fernando Pessoa e seus heterônimos

4. Semana de Arte Moderna
Momento histórico ou contexto histórico.
Antecedentes
Revistas
Movimentos

5. Modernismo 1ª fase
Momento histórico ou contexto histórico.
Principais características.
Autores e obras.

6. Modernismo 2ª fase
Momento histórico ou contexto histórico.
Principais características.
Autores e obras.

7. modernismo 3ª fase ou Pós-Modernismo
Momento histórico ou contexto histórico.
Principais características.
Autores e obras.
Arte e ditadura militar

8. Produções ou Tendências Comtemporâneas
Momento histórico ou contexto histórico.
Principais características.
Autores e obras.

9. Irrealismo
Momento histórico ou contexto histórico.
Principais características.

Autores e obras.

Bom trabalho a todos!!

domingo, 11 de setembro de 2016

A HORA DA ESTRELA COMO PROPOSTA DIDÁTICA

A grandiosidade desse romance e a hábil capacidade artística de quem o escreveu fazem com que esta seja uma excelente proposta didática. No entanto, antes de darmos vazão ao propósito que ora se firma, convém nos atermos a um questionamento bastante relevante: num contexto educacional, sobretudo voltado para turmas do ensino médio, como têm sido as aulas de Literatura?
Sabemos que a disciplina integra um dos componentes curriculares, mas as obras literárias, as quais compõem o planejamento do educador, será que têm sido aproveitadas e exploradas tais quais merecem? Será que a finalidade da leitura não se atém a somente uma mera obtenção de pontos? E os resumos? Ah! Pode ser que esses estejam em plena ascensão, pois se é para “atingir”, pelo menos, a média mínima, não faz mal algum.
Mediante esse fato lastimável, o qual, sem sombra de dúvidas, tende a prevalecer na sala de aula, faz-se necessário que algumas propostas sejam seriamente repensadas, no sentido de materializar os reais objetivos da disciplina em questão – como, por exemplo, o de promover a habilidade reflexiva por parte dos educandos. Para tanto, o modo como os procedimentos didáticos são conduzidos se torna fator preponderante.
Partindo desse princípio, o artigo em questão tem por finalidade apresentar algumas sugestões válidas e, para tal, o enfoque principal faz referência ao romance A hora da estrela, de Clarice Lispector. 
Como passo inicial, consideramos essencial a apresentação biográfica da autora, de modo a fazer com que os alunos se situem, familiarizem-se com a personalidade artística que lhes é apresentada. Em seguida, o educador pode conduzi-los à biblioteca no sentido de verificar quantos exemplares estarão disponíveis, haja vista que será determinado um tempo “x” para a leitura da obra na íntegra. Caso o número não atenda a classe por completo, torna-se importante aconselhá-los a se deslocarem para outras bibliotecas, disponíveis na cidade onde residem. O importante é ninguém ficar sem ler.  
Reservar pelo menos dois dias da semana para a discussão de aspectos pertinentes à obra conduz os aprendizes ao perfeito entendimento do enredo proposto pela narrativa. Algumas perguntas, nesse instante, revelam grande eficácia, tais como: que ponto da narrativa lhes chamou mais a atenção? O que acham dos personagens? Qual foi o propósito da escritora ao escrever um romance desta natureza?
Partamos agora para a análise propriamente dita: para começar, uma boa sugestão é que o educador dê ênfase na diferença existente entre o autor e o narrador. Vejamos, pois, um fragmento que bem explicita tal questão:
Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora seja obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S. M. Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade. Assim é que experimentarei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e 'gran finale' seguido de silêncio e chuva caindo.
Diante do fragmento ora exposto dá para se ter uma ideia que o narrador se define como um narrador-personagem – Rodrigo S. M. Teria ele alguma semelhança com a pessoa de Clarice? Para ilustrar também tal discussão, atentemo-nos para outro fragmento:
Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás – descubro eu agora – também não faço a menor falta, e até o que eu escrevo um outro escreveria. Um outro escritor sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas.
Podem, portanto, existir semelhanças entre a escritora e Rodrigo S. M., principalmente quando há menção do vocábulo “escritora”.
Passando para a personagem principal do romance – Macabéa. A discussão pode ganhar ainda mais força por meio de um caloroso debate, a começar pela seguinte pergunta: quantas Macabéa existem por aí? Será que a construção de tal personagem teria algo relacionado à posição ideológica da autora em relação ao contexto social da época em que viveu?
O educador pode ressaltar que, assim como Graciliano Ramos, e tantos outros representantes de nossas letras, que, por meio de um tom regionalista, tão bem souberam explorar questões voltadas para o cenário social, certamente Clarice seguiu a mesma linha de raciocínio. Assim, revelou por meio da protagonista aquele nordestino retirante que parte para outras regiões em busca de melhores condições de vida. No entanto, Macabéa parece ser diferente da maioria, parece um tanto mais complexa.
Momento esse sugestivo para o educador enfatizar as características que nortearam os posicionamentos ideológicos dos escritores da geração de 1945. É só olhar para Guimarães rosa com seu esplendoroso Grande Sertão Veredas.
Os alunos talvez se surpreendam e se apaixonem pela Literatura quando entenderem as reais razões expressas pelo tracejar do perfil de Macabéa. É bom que o professor revele que um dos aspectos que demarcam a temática de Clarice é exatamente a questão do transcendentalismo, ou seja, a relação que se estabelece entre o ser e seu mundo interior.
Outra questão que pode ser explorada de forma singular é a alienação do ser humano junto às coisas que o rodeiam, assim como, por exemplo, o fato de Macabéa gostar somente de Coca-Cola e em seus momentos de “glamour” reascender sempre o desejo de imitar as estrelas dos filmes de Hollywood. Talvez por essa “alienação” é que a estrela que cada um tem dentro de si, assim como Macabéa também a tinha, deixe-se ofuscar, pois foi preciso morrer para que a estrela de mil pontas (tal aspecto representa os sonhos da personagem, antes omitidos dentro de si mesma) aparecesse. Assim sendo, voltemos a mais um fragmento: 
Se iria morrer, na morte passava de virgem à mulher. Não, não era morte pois não a quero para a moça: só um atropelamento que não significava sequer um desastre. Seu esforço de viver parecia uma coisa que se nunca experimentara, virgem que era, ao menos intuíra, pois só agora entendia que mulher nasce mulher desde o primeiro vagido. O destino de uma mulher é ser mulher. Intuíra o instante quase dolorido e esfuziante do desmaio do amor. Sim, doloroso reflorescimento tão difícil que ela empregava nele o corpo e a outra coisa que vós chamais de alma. (...)
Nesta hora exata, Macabéa sente um fundo enjoo de estômago e quase vomitou, queria vomitar o que não é corpo, vomitar algo luminoso. Estrela de mil pontas.  (grifos nossos)
Explorados todos esses elementos, para fechar “com chave de ouro”, seria interessante uma dramatização da narrativa lida. Já imaginou uma aluna da classe vestida de Macabéa? Vale a pena registrar esse momento, de modo a não ficar somente no álbum da memória, não acha?

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
in: http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/a-hora-estrela-como-proposta-didatica.htm

quinta-feira, 5 de maio de 2016

COMO USAR TEXTOS DE APOIO EM UMA REDAÇÃO

Olá pessoal!

Conforme a solicitação de vocês, segue anexo os links dos textos para leitura sobre Internação Compulsória para a produção da Redação.

Boa leitura!

Entrevista, pag. 1
Entrevista, pag. 2
Entrevista, pag. 3

Internação Compulsória

Internação à Força

quinta-feira, 14 de abril de 2016

TRABALHO DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA E PARALELA


Bom dia, pessoal.

Conforme combinamos, segue o link abaixo para realizar o trabalho de recuperação contínua e paralela para complementação da nota.

O trabalho poderá ser entregue de duas maneiras:

1. Trabalho escrito (físico) que deverá ser recolhido pelos monitores da sala e serem entregues até amanhã, 15/04, sexta-feira, ou
2. Entregar pelo email, "monniduka.professora@gmail.com".

Segue o link abaixo para acesso ao trabalho:

RECUPERAÇÃO CONTÍNUA E PARALELA - 1º BIMESTRE

segunda-feira, 4 de abril de 2016

ATIVIDADE SOBRE ROMANTISMO

Olá Pessoal!
Segue abaixo o link para as atividades sobre Romantismo, conforme acordado na última aula.
Abraço a todos e bom trabalho.

ATIVIDADES ROMANTISMO