O desejo que move os poetas não é ensinar, esclarecer, interpretar. O desejo que move os poetas é fazer soar de novo a melodia esquecida.
Rubem Alves

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ATIVIDADE SOBRE PARNASIANISMO COM GABARITO

Conforme combinamos em sala de aula, segue atividade com gabarito.
Confiram e preparem-se para a prova.


Atividade de Literatura 1 – Parnasianismo 3ºA – 2º Bim. Data ____/____/____
Nome: ___________________ nº: ____
Nome: ___________________ nº: ____

1 – (UEL) O Parnasianismo brasileiro foi um movimento.
a) Poético do final do século XIX e início do século XX.
b) Lítero-musical do final do século XVIII e início do século XIX.
c) Poético do final do século XVIII e início do século XIX.
d) Teatral do final do século XX.
e) Lítero-musical do início do século XX.

2 – (UFPE) É incorreto afirmar que, no Parnasianismo:
a) a natureza é apresentada objetivamente;
b) a disposição dos elementos naturais (árvores, estrelas, céu, rios) é importante por obedecer a uma ordenação lógica;
c) a valorização dos elementos naturais torna-se mais importante que a valorização da forma do poema;
d) a natureza despe-se da exagerada carga emocional com que foi explorada em outros períodos literários;
e) as inúmeras descrições da natureza são feitas dentro do mito da objetividade absoluta, porém os melhores textos estão permeados de conotações subjetivas.

3 – (FESP) Com relação ao Parnasianismo, é correto afirmar:
a) É sentimentalista;
b) Assume uma visão crítica da sociedade;
c) Seus autores estiveram sempre atentos às transformações do final do século XIX e início do seguinte;
d) O seu traço mais característico é o endeusamento da forma;
e) Seu poeta mais expressivo, Olavo Bilac, defendeu um retorno à arte barroca.

4 – (UCSAL) Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira são representantes de uma mesma escola literária. Assinale a alternativa cujos versos exemplificam as características dessa escola.
a) A noite caiu na minh’alma,
fiquei triste sem querer.
Uma sombra veio vindo,
veio vindo, me abraçou.
Era a sombra de meu bem
que morreu há tanto tempo.
b) Dorme.
Dorme o tempo que não podias dormir.
Dorme não só tu,
Prepara-te para dormir teu corpo e teu amor contigo.
c) Quantas vezes, em sonho, as asas da saudade
Solto para onde estás, e fico de ti perto!
Como, depois do sonho, é triste a realidade!
Como tudo, sem ti, fica depois deserto!
d) Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada.
Entre as nuvens do amor ela dormia!
e) Nas horas da noite, se junto a meu leito
Houveres acaso, meu bem, de chegar,
Verás de repente que aspecto risonho
Que torna o meu sonho,
Se o vens bafejar!
5 – (PUC-MG) A QUESTÃO ABAIXO ESTÁ RELACIONADA AO ROMANCE O ENCONTRO MARCADO, DE FERNANDO SABINO.
A QUESTÃO ABAIXO REMETE AO POEMA “A CAVALGADA”, DE RAIMUNDO CORREIA, CITADO EM O ENCONTRO MARCADO:
A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mais além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada…
E o bosque estala, move-se, estremece…
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha…
E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha…
A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mais além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada…
E o bosque estala, move-se, estremece…
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha…
E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha…
Todos os traços são próprios do Parnasianismo e ocorrem no poema acima, EXCETO:
a) apreço por poemas de forma fixa, como o soneto.
b) atmosfera mística, de contornos indefinidos.
c) exaltação da vida, dos jogos, do prazer.
d) paisagem exterior, rica de plasticidade.
e) riqueza de ritmos e nobreza vocabular.

6 – (FMU) Rio Abaixo
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga…
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.
Vivo há pouco, de púrpura sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento…
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga,
Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:
E o seu reflexo pálido, embebido
como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
Olavo Bilac
Lendo o poema, não é difícil perceber tratar-se do estilo de época do
a) arcadismo
b) romantismo
c) parnasianismo
d) simbolismo
e) modernismo

7 – (FMU) Rio Abaixo
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga…
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.
Vivo há pouco, de púrpura sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento…
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga,
Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:
E o seu reflexo pálido, embebido
como um gládio de prata na corrente
Rasga o seio do rio adormecido.
Olavo Bilac
Bilac sobressaiu-se entre os poetas de seu tempo e, mesmo, da Literatura Brasileira. É dele também
a) Esbraseia o Ocidente na agonia
O sol… Aves em bandos destacados,
b) Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas.
c) Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce…
d) Ó formas alvas, brancas, formas claras
de luares, de neves, de nebrinas!…
e) Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…

8 – (PUC-RS) “Tu, artista, com zelo, Esmerilha e investiga! Níssia, o melhor modelo Vivo, oferece, da beleza antiga. Para esculpi-la, em vão, árduos, no meio. De esbraseada arena, Batem-se, quebram-se em fatal torneio, Pincel, lápis, buril, cinzel e pena.” [...]
O trecho evidencia tendências ___________ , na medida em que ______________ o rigor formal e utiliza-se de imagens _____________.
a) Românticas/ neutraliza/ abstratas
b) simbolistas/ valoriza/ concretas
c) parnasianas/ exalta/ mitológicas
d) simbolistas/ busca/ cotidianas
e) parnasianas/ evita/ prosaicas

9 – (PUC-RS) Vila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que a ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como brasão.
[...]
Como uma procissão espectral que se move …
Dobra o sino… Soluça um verso de Dirceu …
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.”
O poema, pertencente ao autor de “Profissão de Fé”, não segue rigidamente o padrão ___________ no que se refere à___________.
a) romântico / idealização do mundo
b) simbolista / busca do eu profundo
c) parnasiano / alienação dos problemas sociais
d) simbolista / inteligibilidade sintática
e) parnasiano / sonoridade dos versos

10 – (PUC-MG)
Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármore luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.” trecho do poema em destaque é parnasiano. Ele revela um poeta:
a) distanciado da realidade.
b) engajado.
c) crítico.
d) irônico.
e) informal.


Gabarito:

1-a 2-c 3-d 4-c 5-b 6-c 7-b 8-c 9-c 10-a

ROTEIRO PARA TRABALHO DE LUSOFONIA

Segue roteiro como combinado.

Lusofonia

Origem e evolução da Língua Portuguesa
1. Evolução da língua portuguesa
2. Fases históricas do português
3. A geografia da língua portuguesa

Estrutura e Formação das Palavras

1. Introdução
2. A estrutura das palavras
3. Os elementos mórficos
4. Processos de formação das palavras
    4.1. Derivação
    4.2. Composição
    4.3. Outros processos de formação das palavras
5. Radicais gregos e latinos

AULAS DE TEORIA LITERÁRIA

Segue o link da apresentação de teoria literária na íntegra. 
Estudem, pois é conteúdo da nossa prova.