O desejo que move os poetas não é ensinar, esclarecer, interpretar. O desejo que move os poetas é fazer soar de novo a melodia esquecida.
Rubem Alves

quarta-feira, 24 de junho de 2015

TRABALHO DE REVISÃO DE CONTEÚDOS

OLÁ PESSOAL!

Segue no link abaixo, o trabalho de revisão de conteúdos.

ESTE TRABALHO VALERÁ 2 (dois) PONTOS NA SUA NOTA FINAL DO 2º BIMESTRE.

O arquivo está em PDF e, para baixá-lo, você deverá ter o mesmo instalado em seu computador.

A data de ENTREGA será até 30/06/2015 até as 20h00, impreterivelmente.

Clique no link abaixo e bom trabalho!!
Profª Mônica

TRABALHO DE REVISÃO DE CONTEÚDOS

segunda-feira, 22 de junho de 2015

ACENTO DIFERENCIAL

Olá galera!

Para ajudar tirar aquelas dúvidas sobre acento diferencial.
Não se esqueçam que alguns desses acentos não se usam mais devido ao novo acordo ortográfico, ok??

Beijos a todos!

NÃO  TROPECE  NA  LÍNGUA
Maria Tereza Piacentini*

De pólos e bolos: acento diferencial

Pergunta um menino a outro:
- Vamos jogar uma pelada?
- Está bem, vou buscar a bola.

Seria estranho se o garoto fosse buscar a "péla", palavra que deu origem à informal "pelada" porque designativa de um tipo de bola usada no jogo da péla. Qual a razão para o acento agudo? Para diferenciar a péla de "pela" (por + a). Também o ato de pelar deve ser acentuado para assinalar essa diferença: "Tu pélas ou ele péla uma laranja em dois segundos".

Antes de 1971 usava-se o acento circunflexo no "e" e "o" de certas palavras homógrafas para distinguir a pronúncia fechada (por exemplo êle, êsse, sôbre, côrte) da aberta (ele, esse, sobre, corte), ou seja, por questão de timbre. A Lei 5.765/71 aboliu esse acento diferencial, mas permaneceram duas exceções: pôde/pode e fôrma/forma. Há ainda outros pares diferenciais em razão da tonicidade: o acento agudo ou circunflexo distingue a sílaba tônica da átona, como podemos ver abaixo:

Acentua-se para distinguir de
côa - (do verbo coar) côa (com + a)
pólob - (subst. "eixo") e polo (prep. por + o) forma arcaica pôlo (subst. "gavião novo")
pelo - (subst. "cabelo") e pelo (prep. por + o) pélo (do verbo pelar)
pêra - (subst. "fruta") e pera (per + a = para) forma arcaica péra (subst. "pedra")
pára - (do verbo parar) para (preposição)
pôr - (verbo) por (preposição)

O plural da fruta não leva acento: Que peras gostosas!

O acento diferencial evita ambiguidades. Imagine, por exemplo, um bilhete deixado na sua mesa: "O contador não pode vir, conforme sua convocação". Significa o quê? Que não houve jeito de ele vir ou que no momento está impossibilitado de comparecer? Para esclarecer, basta um sinal gráfico: Não pôde vir [ontem]. Não pode vir [hoje, agora].

Outro caso em que o acento diferencial se faz absolutamente indispensável é o de forma versus fôrma, porque ambas as palavras pertencem à mesma classe gramatical, têm a mesma distribuição na frase. Só o contexto não evita a ambiguidade. Uma coisa é "prefiro esta forma" e outra é "prefiro esta fôrma". É o acento que nos faz perceber a diferença de sentido. Todavia, este par foi esquecido pelos legisladores em 1971, mas a prática tem imposto o seu uso distinto, como está bem nítido no dicionário Aurélio.
Já outros pares de homógrafos, como "bólo/bolo" e "fóra/fora", não se confundem dentro de um mesmo contexto:

- Vou colocar o bolo na fôrma que inventei. Como bolo coisas lindas! - diz, convencida.
- O menino deixou a bicicleta lá fora, mas quando o procurei, já se fora.

Fica assim respondida a pergunta do leitor A. Medeiros: "Por que pólo, na expressão jurídica pólo passivo da ação, é um termo acentuado? Porventura existem palavras paroxítonas terminadas em “o” que sejam acentuadas?"

Maria Tereza de Queiroz Piacentini, autora dos livros "Só Vírgula" e "Só Palavras Compostas", é diretora do Instituto Euclides da Cunha - www.linguabrasil.com.br